Sometimes you get the girl, sometimes you get a song
Olhando para fotos antigas, fotos essas que nunca soube da existência, também me peguei olhando para sentimentos que outrora não sabia do gosto. É curioso como são tortuosas as linhas que transportam sangue do coração para o cérebro, um caminho tão curto, mas ainda sim de diferenças metafóricas enormes.
♫ so baby, what we've got has lately, not been enough ♫
O que fazer com algo que parece ter se transformado tanto que se perdeu? Será que a essência do mundo continua a mesma depois de tantos giros ao redor do Sol? Quando é a hora de descansar e quando é a hora de enfrentar uma dor? Será que a enfrentando, um conseguiria transformá-la em antídoto? Ou será que ao enfrentá-la estaríamos caminhando em direção ao esquecimento?
Não tenho respostas para nenhuma destas perguntas, mas sei do sentimento que olhar para fotos antigas me causa e peço aos astros que este não seja o fim, mas sim um novo começo; mais saudável, mais maduro e mais amoroso. Um novo começo, menos nocivo e menos solitário.
Que o passado sirva de força propulsora e não se limite a ser somente memória.
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