I love a good place to hide in plain sight
Hoje começo este novo projeto, que me convida a escrever um texto por dia durante um ano. Não tenho um objetivo master ao criá-lo, além do de cuspir palavras ao vento, contar pra mim mesmo e para você (oi, tudo bem? que saudades que eu tava de conversar com você) sobre a minha vida, pra ver se entendo melhor o que venho sentindo depois de viver por tanto tempo entre terra e mar, fazendo limonada da faísca gerada do contato entre realidade e sonho.
Hoje, por exemplo, tive uma primeira experiência novamente. E é engraçado falar de primeiras experiências quando se já tem quase 30 anos de idade, mas ela aconteceu: sonhei com uma cantora que já venho conversando subjetivamente por muito tempo.
Estávamos eu e Phoebe Bridgers dentro de um trailer, que andava em ruas frias. Estávamos muito agasalhados, deitados em um sofá-cama, sorrindo um para o outro. Do tipo de sorriso que dois amigos dão e que significa tanto sem transmitir um único ruído. Eu não lembro do que conversamos exatamente, mas passamos a viagem toda sorrindo, conversando e chorando.
Quando o trailer chegou no destino final, abri a porta e cai escorregando de ponta cabeça na neve, deixando a luz pálida do sol preencher minha visão.
Phoebe tirou uma polaroid minha, depois uma nossa e eu acordei.
Acordei com saudades de duas amigas, uma que está mais próxima e outra que precisou alçar vôo mais longe para se encontrar. Mas acordei feliz, pois o sonho pareceu uma linda metáfora do que sinto ao ouvir suas músicas.
I can't keep my eyes open, wish I had my radio
I'd tune in to some friendly voices, talking 'bout stupid things
I can't be left to my imagination
Let me be weak, let me sleep and dream of sheep
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