#22/365 - 23.01.23 - Berlim | O álcool
O último gole de álcool que tomei foi na virada do ano. Prometi começar 2023 aderindo a um detox alcoólico, aqui chamado de "Dry January", campanha que muita gente abraça no começo do ano ao lado do "Veganuary", mas eu achei muita coisa para dar conta e só abracei a primeira. "Beber menos álcool" está sempre nas primeiras linhas da minha lista de resolução dos últimos anos.
Desde que me mudei para Berlim, o consumo de álcool aumentou bastante. Inicialmente porque comprar vinho de qualidade é mais acessível do que no Brasil, mas aí veio a pandemia e beber virou desculpa para relaxar. Ah, eu preciso relaxar um pouco, vamos abrir um vinho. E, no último ano, abraçamos o vinho natural, que no começo tinha o estranhamento, mas hoje tem apenas a apreciação.
O meu corpo andou se queixando do excesso. Parava um dia, mas no seguinte, um evento especial ou um jantar fora me fazia render à uma taça, depois duas... eu não parava mais. A memória começou a falhar e eu comecei a me preocupar.
Na minha última ida ao Brasil, eu só bebi quando encontrei os amigos, enquanto na casa dos meus pais eu só tomei sucos naturais. Cada dia um. Mas depois eu encontrava os amigos e a dieta ia vinho abaixo branco ou rosé geladinho sempre numa taça meio cheia, meia vazia.
Percebi que mais do que o prazer que o álcool proporciona, temos o hábito da taça ou o copo na mão o tempo todo, mas felizmente estou descobrindo que Berlim oferece muitas alternativas para quem não está bebendo álcool com cartas de drinks não-alcoólicos, cervejas e vinhos sem álcool relativamente bons, além de outras opções.
Marcar 23 dias sem álcool no calendário está sendo uma vitória. Quando foi que chegamos a esse ponto?