#15/365 - 27.12.22 - Berlim | O club
Depois passar a segunda-feira pós-natal, também feriado na Alemanha, em companhia do meu pijama no sofá, fui tomada por uma energia inesperada. Foi no banho. Lavei os cabelos muito curtos e os olhos, que se recuperam da cirurgia, com cuidado excessivo. Aos poucos, a água quente jorrando com força no meu corpo me trouxe à vida, a que me faltou o dia todo.
Saí do banho, sequei os cabelos, passei hidratante com todo o cuidado do mundo, já que estou proibida de passar qualquer coisa na região dos olhos a não ser uma pomada gosmenta.
Depois da tentativa frustrada de jantar num restaurante às 22h, afinal quem janta depois das 21h em Berlim(?), seguimos pra casa de uma amiga para vasculhar sobras da ceia para matar a fome antes de encarar uma pista de dança.
Pegamos um Bolt até a divisa Friedrichshain-Kreuzberg, onde uma fila gorda de 1km com pessoas vestidas de preto se estendia a perder de vista. Sorte a nossa que estávamos numa lista de convidados, então encaramos uma fila menor onde levamos 1h30 para entrar e deixar as roupas na chapelaria, pois o Berghain tem um microclima tropical.
A festa ocupava somente a pista Panorama-Bar, que é inferior à principal, tanto em tamanho quanto na qualidade do som. Nas pickups, 4 DJs se revezavam tocando, a música oscilava em altos e baixos. O club estava lotado com pessoas de todos os tipos, incluindo nós, os mais normais da noite. Quicamos pra cá e pra lá. Ficamos horas na fila do banheiro e na do bar. Encontramos amigos, o que me faz sentir em casa, mas com convidados demais.
Ao nosso redor as pessoas já estavam bem alteradas, enquanto nós estávamos na segunda cerveja. Nos entreolhamos e entendemos que o momento sábio nos avisa: Vão para casa.