98/365 - voltar pra casa
Voltei pra minha casa. Estava com saudades daqui, do meu namorado, das minhas cachorras.
Zero saudades da rigidez, do nervosismo, da ansiedade e aflição ligada a arrumação da casa. Amanhã, continuo de férias do trabalho formal, mas trabalharei aqui lavando paredes, o vaso sanitário, o box. Vou tirar o pó das estantes, lavar o chão e a pia. Limparei os sofás e as mesas. Passarei pano nos sofás para tirar o pó. Vou limpar os espelhos e os cantinhos.
Meu namorado limpa, claro. Mas não do jeito que eu gosto. E isso me dá aflição. E ansiedade.
Penso que deveria chamar uma diarista, mas se ela não fizer de um jeito que eu achar ok, a frustração será dupla e vou me sentir idiota por ter perdido dinheiro.
Quando chego de uma viagem, abro as malas, distribuo os presentes, ponho as roupas para lavar, guardo o que é de geladeira. Estou tão ocupada que já não penso em como foi a viagem.
Daqui a pouco assenta.
Estou pensando na avaliação que vou fazer do local onde estive hospedada. Limpeza precária, mentiras e deboche. Eu de férias e o gestor me trazendo problemas relacionados às funcionárias dele. Completamente antiético.
Estou tendo aula agora. O professor está passando um documentário sobre o nazismo. Loucura como a história é cíclica. Tudo se repete de uma forma muito previsível.
O que o ice tem feito nos eua.... Uma milícia armada. Homens frágeis e pouco desenvolvidos (em todos os aspectos) armados e autorizados a exercer violência sobre minorias onde eles depositam a culpa por serem tão medíocres, mesmo com tantos privilégios.
O desespero por seguir outro homem como autoridade... Uma cultura falocentrica.
É triste. Tudo se conversa. Hoje ouvi o EP de angu de grilo sobre o massacre na Penha. Um fanatismo e suas consequências.