151/365 - Wes Anderson
Entrei numa pira com os filmes do Wes Anderson. Mesmo sendo fora da realidade, tem muitos dramas comuns aos humanos de sempre. Acabei de assistir os excêntricos tenenbaums e pensei muito no perdão, no arrependimento, no privilégio masculino, no poder da amizade, na raiva manifestada, no suicídio.
Que loucura.
Me deixa feliz ver que o diretor presta atenção especial aos detalhes. Tudo tão alinhado que te lembra o tempo todo "não se perca em causas humanas. Esse filme não tem nada de real". Tem uma cena que o marido traído senta numa cadeira e pega um biscoito. O biscoito parece ter um molde personalizado para o dedo dele. Em volta, ondas perfeitamente desenhadas. Thats ART! Dont touch.
Aliás, teve isso também. Hoje eu li uma newsletter inteira em inglês depois de descobrir que o substack não tem uma ferramenta de tradução. E entendi. Consegui identificar palavras em alemão também e achei isso incrível.
Nos últimos dias, minha Doguinha em tratamento quimioterápico ficou internada duas vezes. Me senti tapeada pela clínica veterinária, que abusa demais dos clientes vulneráveis. Senti pena da querida com dor e brava com os médicos... Mas agora ela está em casa, dormindo e roncando. Pedindo comida como sempre e, de vez em quando, tirando a paciência da irmã, respirando fundo, pedindo carinho.
Um amor.
Meu amor.
Minha família.
Além disso, comecei a assistir família soprano com meu beloved namorado.
Estou menstruando e faz frio em São Paulo.
Também estou planejando uma viagem de dez dias pra Amazônia, local que eu adoro.
Comerei muito e comerei bem!
Os problemas familiares são os de sempre e continuo me sentindo de mãos atadas, mas considerando perder meu réu primário matando um homem.
Me inscrevi pro mestrado e estou fazendo mais uma matéria como aluna especial. Na USP. Minha amada universidade.