75/365 - saco de vacilo
Oi. Hoje eu fiz uma fala preconceituosa com uma colega de trabalho amarela e quero um buraco pra me enfiar.
Foi relacionado ao estereótipo batido de japoneses fotógrafos, porque tem esse senso de que fotografar é quase natural pra eles... Que estupidez.
Tô me sentindo mal e vou remoer isso um pouquinho, pera lá.
Enfim.
Outras coisas do meu dia: meu chefe me falou que no tempo que ele morou na Alemania (falando assim porque estou aprendendo espanhol e é assim que eles falam o nome desse país), ouviu várias histórias sobre como eles são brutos com as crianças. A mais absurda dizia que em algumas escolas, as crianças eram levadas para fazer cocô tudo no mesmo horário. E elas eram condicionadas a fazer cocô naquele momento específico. Ele disse que ficou horrorizado e que isso tem raiz no fascismo que assolou e assola não só aquele país, mas o mundo.
Daí eu respondi que acho muito violento o desfralde de uma criança. Independente do país. Antes ela pode fazer cocô e xixi de acordo com a necessidade. Até que chega alguém e fala: tá na hora de aprender que a vida não funciona assim.
Mas eles ainda são tão pequenos...
Outra coisa que eu acho castrador é a questão dos livros de colorir ou os cadernos de caligrafia, com aqueles negritos delimitadores tão gritantes, reforçando até na brincadeira quais são as regras porque sim.
Agora, ontem fomos eu e meu namorado comer lamen e tinha uma criança ouvindo a música let itgo frozen no último volume... Aí eu já julguei horrores os pais pela falta de regras, respeito e limites. Enfim, as contradições da vida né? Mas me irritou muito. Eu queria comer conversando num volume ok e tive que aumentar a voz por conta do som dessa criança.