59/365 - amigas
Hoje uma amiga querida me deu apoio em duas situações. Uma sobre um caso que ela sabia e outro que ela não fazia ideia.
O caso que ela sabia diz respeito a falar inglês. Com anos de estudo, eu consigo entender 80% do que falam, escrever bem, mas a fala ainda arrasta numa performance medíocre. Hoje, especificamente, tive uma reunião com um veículo que admiro muito, foi parte da minha infância sem novelas e desenhos. Nesse contexto proibitivo, restavam-me os documentários, dvds de pregação e/ou de teorias da conspiração. Os documentários tinham muitas qualidades e eu adorava saber sobre animais, insetos, calotas de gelo derretendo bem longe de mim. Pois bem, um desses veículos. A reunião foi toda em inglês e eu só consegui me apresentar e depois ficar no "cool, cool! Oh, thats cool!"
Patético e ridículo.
Reclamei com minha amiga e ela logo arranjou alguém do Quênia, fluente em inglês e interessada em aprender português, para que eu possa treinar minha fala. Treinarei!
A outra coisa foi que ela me disse que está lendo um defeito de cor, esse livro PERFEITO e muito dolorido e muito belo da Ana Maria Machado. Ela disse mais!! Disse que a profundidade da personagem principal, no sentido de inteligência, curiosidade e encantamento com as coisas faz ela lembrar de mim!! Olha esse elogio!! Ela também disse que eu sou genuína e entregue ao momento presente.
Fico feliz que eu passe essa imagem e vou reler essas mensagens com frequência até que eu também acredite nisso.
Isso porque me vejo desvairada, sem conseguir focar em nada, sem conseguir decidir um tema para mestrado, por exemplo.
Meu foco se dissolve e realmente tenho interesse em coisas e fico muito feliz com elas. Mas permanecer são outros 500. É preciso acreditar. Eu quero. Eu vou.