54/365 - o agente secreto
Ontem eu fui assistir as quase três horas de agente secreto.
Antes de partir pro conteúdo do filme, preciso exaltar o charme do Wagner Moura. Pelo amor de deus, o homem TEM O MOLHO. o jeito que ele fala, que ele olha e se mexe... Mexe comigo.
Mas sobre o filme. Interessante a construção da narrativa e como no final tudo faz sentido. Ou quase tudo.
Quando ele fala sobre os pesadelos com o tubarão antes de assistir o filme, ressaltando que depois que ele encarou a odisseia os pesadelos desapareceram, me impele a fazer uma ligação direta com a ditadura. E com a escravidão também.
Duas feridas abertas e doloridas na nossa sociedade e que muita gente evita falar sobre isso, enquanto elas apodrecem no sol sob um papelão mal posicionado. Juntando moscas e mal cheirosas. Seria mais fácil lidar logo com isso não é mesmo?
Na parte da fantasia, fiz uma relação com os filmes do Wes Anderson. As cores massagearam meus olhos, mas achei o som muito alto. Tenho sentido que as pessoas tem perdido a noção no som e no ar condicionado, alguém mais?
Enfim, fiquei com vontade de conhecer o Recife e assistir os outros filmes do diretor. Alem da filmografia completa do gostoso Wagner Moura. Alem de tudo, a descrição dele me apetece. O fato dele ser casado há bastante tempo, assim como o Lázaro Ramos, me faz admira-los de longe ainda mais.
Bentido o homem que é leal! Apesar de...
O que mais que eu posso falar? Sim, eu resisto bastante a sair de casa a noite. Mas nesse caso valeu a pena. O cinema estava cheio, o tempo estava ameno, o ônibus passou logo e tudo correu sem grandes questões até a volta, quando vimos pessoas roubando fiação. São Paulo, seu ingrato.