33/365 - Retorno, hábitos e mais
Eu demorei tanto tempo pra voltar aqui que tive que logar novamente.
Depois da morte da Glória Maria passei uns dias derrubada, e não apenas por isso, que por si só já é uma grande coisa.
Lembro que fui com um crush comer Burger King e não consegui me concentrar em nada do que ele dizia sobre divisão de contas em date pq atrás dele tinha uma TV gigante onde passava o Fantástico em homenagem à ela, Fantástica. Passaram mil amigos, mil imagens de arquivo e as filhas dela. Que tristeza, que dor no coração saber que nunca mais a vamos ver.
Lembrei muito da morte do meu avô materno, Agostinho, e do choque de dias que me pegou sem que eu conseguisse chorar ou elaborar nada. Depois uma dor visceral seguido de perto por um arrependimento e por um desgosto por não ter dinheiro para visitá-lo todos os anos e ouvir repetidas vezes todas as piadas que ele contava e as músicas que ele cantava.
Os últimos anos do meu avô foram de dor. Acamado, ouvi das minhas tias e da minha mãe que ele gritava e xingava as pessoas. Delirava de dor e falava que os "indiozinhos estavam indo buscar ele". Com certeza um sinal de que seus antepassados estavam à porta avisando que em breve ele faria a passagem para o outro plano.
Eu quis manter a imagem do meu avô fora da cama, piadista, disposto de manhã. Daí o arrependimento. Mas enfim, águas que não voltam mais.
Nesse último mês, parece que a minha mente tem sido oportunista. Qualquer oportunidade mínima de entrar num buraco escuro e ficar por mais tempo do que deveria ficar, ela está agarrando com unhas e dentes.
É Carnaval e eu não sinto vontade de sair, mas vou falar mais sobre.