30/365 - Duloxetina
Eu tô tomando duloxetina pra dor crônica. E, sim. É um antidepressivo. Não vou mentir aqui dizendo que não tenho resistência a remédios psiquiátricos. Quando o médico falou eu já virei a cara e perguntei se não tinha outra opção. Levei uma bronca seguida de um sermão da enfermeira desbocada que tava no quarto. "Eu também era assim, mas saiba que mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai tomar antidepressivos!!"
Essa enfermeira merece um texto a parte, juro. Mas só quero dizer que achei muito engraçado os cílios e as unhas dela do tamanho do mundo. As unhas, em especial, atrapalhando a colocação dos remédios no meu acesso, mas ela não estava nem aí, o que é incrível, porque certas coisas a pessoa precisa sustentar. E ela sustentou sem se abalar.
Estou tomando. Inicialmente tive muito sono, tontura e ânsia de vômito. Olhando na minha plataforma de busca preferida, o twitter, vi que o duloxetina te humilha antes de exaltar, enfim, um remédio tóxico.
Tô esperando os dias de glória até agora. Hoje mesmo, era pra acordar 7hrs e acordei as 10h no susto. É isso que o remédio faz. Eu simplesmente capoto sem aviso, porque o relógio despertou às 7h37.
Eu tenho tido muitos sonhos, e lembro da maioria. Graças a Deus não são sonhos horríveis, como acontece com alguns outros remédios que eu sei. São sonhos tipo: Fred Nicacio do Bbb criou uma marca de panetones chamada "FredTone", cujo slogan era "o panetone Fredelicia". Juro que até no sonho eu dei risada.
Enfim, faltam quarenta palavras pra terminar e eu só queria falar que nunca gostei de tomar remédios. No ano passado e esse eu tomei mais remédios que na minha vida toda. Tenho medo de precisar de mais. Torcendo por deus pra que não precise. Bora.