27/365 - Ainda sobre arte e compartilhamentos
Na quarta ainda (dia mega movimentado), depois da minha terapia semanal, onde eu choro minhas pitangas e com frequência falo pra minha terapeuta que eu só falo certas coisas com ela porque em outros espaços eu não tenho a mínima coragem de verbalizar (e acho que é sobre isso), recebi uma amiga querida em casa.
A gente se conheceu num trabalho. Eu era editora dela e super pragmática, como ela me disse aqui em casa. E, sim, sou muito apegada as regras e sinceramente um pouco chata demais. Mas não sei o que houve que o nosso santo literalmente bateu. Inclusive fui madrinha do casamento dela e foi lindo demais.
Voltemos. Ela veio aqui em casa e conversa vai, conversa vem, decidi compartilhar com ela que nesse ano eu vou deixar de omitir a minha produção artística (falando assim ainda me assusto um pouco, risos). Tenho participado de eventos de artes, feito alguns contatos e falado sobre o abstrato. Pegando um pouco do tema cobrança, eu me cobro pra fazer essa trajetória de um jeito formal, tipo, faculdade de artes visuais. Mas assim, eu não tenho tempo, meu trabalho me consome e não é uma opção largar meu trampo assim. Por isso, tô comendo pelas bordas e sei que preciso demais estudar a história da arte no role abstrato pra conseguir agregar valor ao que eu faço há muitos anos. Vamos ver o que esse ano me reserva.
Fato é que eu mostrei pela primeira vez pra essa minha amiga. Expliquei pra ouvidos e corpos atentos o que aquilo significava pra mim e ouvi as impressões dela. Foi lindo. Em certo momento ela chorou com a minha arte mais pessoal, que eu fiz em processo de luto, e também pediu que uma das que eu mostrei estivesse na casa dela.