19/365 - Não use a palavra intuitivo
Então, voltei pra casa. Saí da internação graças a Deus, mas não posso mentir falando que não sinto saudades da comida. Muito boa a comida do hospital que eu fiquei e equipe fofa. Descansei bastante e espero que meu corpo me recompense com uma barriga sem líquido infeccioso e sem pontos sangrando.
Um outro aspecto da minha recuperação é tomar remédios por algumas (muitas) semanas para tratar uma inflamação em um dos nervos que passa pela minha virilha do lado esquerdo. Eu sinceramente sou muito resistente com remédios, mas precisa tomar precisa tomar. Eu não sou herdeira pra ficar em casa parada esperando a boa vontade do meu corpo de se curar sozinho. Ele tá precisando de uma mãozinha.
É a primeira vez que eu tomo antidepressivo. O médico especialista em dor disse que o antidepressivo alinhado com outro remédio traz resultados bons. Eu não sou médica então nem soube contestar. E bora.
Tenho assistindo bbb, ontem terminei de ver mariguela, tô tentando terminar b99 também.
Cheguei em casa, pintei, tomei banho longo, passei óleo no meu corpo, dancei devagar, fiz um brownie.
Tenho dado matches no bumble, mas sem conseguir manter grandes conversas. As pessoas somem. Eu sumo também.
Ah, a palavra intuitivo.
Ontem fui em um evento numa galeria de arte, que foi bem legal por sinal, e o galerista falou que usar a palavra intuitivo para processos criativos, além de soar brega, parece amador. Você pode ter um processo fluido, orgânico, livre, mas não intuitivo. Ainda tenho pensado bastante nisso e bastante no processo de mudança de significado.
Eu achava que fazia coisas intuitivas, mas com essa provocação percebi que eu penso sim qual movimento vou fazer, penso no motivo de estar pintando e tento colocar meu sentimento ali.
Foi legal, bora caminhar pra chegar na galeria.