128/365 - meu amor maior
Será que já acabei com meus créditos de textos aqui? Fiquei dois dias sem escrever, né? Talvez mais.
Voltando. Hoje está um dia lindo em São Paulo. Um silêncio no centro, céu azul e sol bom.
Levei minhas dogs pra passear. A minha mais velha passou por um veterinário que disse que ela precisa tirar a cadeia inteira de seios. Uma bolota horrivel apareceu em um deles e a ideia é que eles não se espalhem. Eu preciso de uma segunda opinião. Os dois ultimos dias foram indescritíveis. Como pode um mundo onde seres de luz terem a possibilidade de sofrer? Eu já disse pra ela muito diretamente: eu não quero que você sinta nenhum tipo de dor. E qualquer coisa, vai em paz, sabendo que você cumpriu com folga sua missão de ser e de fazer feliz todos à sua volta, com sua tempestuosidade, com sua aleatoriedade, sua alegria, sua espontaneidade, sua vontade de viver.
Ouvindo Tulipa Ruiz enquanto escrevo aqui. Tudo bem. Tá tudo certo afinal. Tudo bem nunca entender. Não é preciso saber.
E é a primeira vez que consigo chorar desde que ouvi.
A minha mais velhinha chegou em mim por um grupo de Facebook. Estava sendo doada com os irmãos. Olhei para ela e já sabia que era minha. Era pra ser. Vieram trazer ela em um carro na casa da minha namorada à época. Levei ela pra minha casa sem o aval da minha mãe. Meus irmãos eram pequeninhos e ficaram loucos com a novidade.
Ela ficou quietinha, mas eu sabia que ela não era. Dei nome de uma personagem louquinha de uma série e ela representou. Agitada, ansiosa, desvairada. Ela é assim, mesmo velhinha.
Amo muito meu amor e espero que ela viva por muitos mais anos, com qualidade e sem nenhuma dor.