124/365 - bicho geografico
Ontem eu tive terapia.
E também descobri um bicho geográfico em mim, depois de mostrar meu pé para mais ou menos 10 pessoas do meu trabalho. Dois biólogos, uma jornalista, uma economista, uma historiadora, uma bibliotecária, um cara do TI, etc. Todos eles falaram: bicho geográfico! Tá vendo o rastro? E realmente, tá coçando muito, dói (hoje está doendo menos) e tem um rastro mesmo. Não está tão desenhado, mas dá para ver e, mais nojento de tudo, SENTIR. Ele pulsa e dói, construindo sua rota. O tratamento envolve mastigar um remédio que tem gosto de giz. Eu já comi giz? Não. Mas pelo cheiro, eu imagino que o gosto dele seja o gosto desse remédio.
Mesmo assim, meu conje repete que eu não tenho nada disso. Gostaria de entender porque as pessoas afirmam certezas assim... Aiai.
Mas já fiz isso com alguém com quem me importo sem consciência que dói tanto. Se eu acreditasse 100% em lei do retorno, diria que é o caso.
Apesar de celebrar a alegria do final de semana, na minha terapia algumas outras facetas surgiram. Eu realmente não abri espaço para brigas e não me importei com a opinião do outro. Foi isso.
Ontem contei para colegas de trabalho o meu passado como fã do malafai* e do felician*... Loucura como tudo pode mudar né? Eu mudei. Eu tenho mudado, mas alguns resquícios de rigidez persistem. Os olhares e aquela voz interior que julga pesado, que acredita em inferno, vez ou outra aparece. Paralelo a isso, as dores dessa época também. Com um olhar do meu pai, eu já sabia se ia apanhar em casa ou não. Violência e cristianismo, para mim, andam lado a lado.
Por fim, tenho gostado muito de estudar. Hoje, compartilhei com colegas parte desses estudos e recebi retornos legais.