123/365 - tequila
Sim, ontem tomei alguns muitos shots de tequila.
Vim pro litoral para comemorar a formatura de um amigo querido e passei o dia todo muito tranquila. Fiz saladas com a mãe e tias dele na cozinha, almocei, fui a praia com eles, conversamos, rimos e me senti confortável para beber.
Só bebo assim: se 1. Sentir vontade e 2. me sentir confortável.
Se estou em um ambiente onde sou o tempo todo cutucada, ouvindo indiretinha ou sendo julgada, prefiro me resguardar.
Não tenho que provar nada pra ninguém e não vou abrir brechas para certas fofocas. Geralmente, esses mesmos lugares são ambientes onde homens cis e héteros se sentem muito confortáveis para tudo, inclusive para não ajudar em nada de nada na dinâmica da casa, das comidas e das criancas. Eles podem tudo e carregam a certeza que serão cuidados caso caiam e batam a cabeça na piscina ou bebam demais a ponto de não conseguir ficar em pé.
Por isso, por um princípio meu, só bebo quando me sinto confortável. E ontem foi um desses dias. Estava lá com meus amigos da comunidade, já tinha comido e dividia espaço com um paredão de som.
Umas doses de tequila depois eu já estava na piscina dançando com amigos. E foi bom, muito gostoso ficar bêbada num ambiente tão aquoso.
Ensinei para um gringo o conceito de sarrada e cintura de mola. Muito bom ser brasileira.
Ri alto, dancei e dancei.
Rodopiei com meu amigo, comi muito limão e hoje acordei ótima.
Só tenho um arrependimento: não ter batido o pé para dormir lá. Seria mais fácil, mais confortável, não teria que ficar explicando o porquê eu quero voltar hoje (domingo) ao invés de ir pra uma praia com amigos do conje. Um desses amigos, inclusive, eu briguei feio anos atrás.