110/365 - amor
Eu li uma newsletter que eu curto muito ontem reproduzindo um trecho escrito por Isabel Allende que dizia o seguinte:
Talvez estejamos neste mundo para procurar o amor, encontrá-lo e perdê-lo, de novo e de novo. A cada amor, nascemos de novo, e a cada amor que termina recolhemos uma nova ferida. Estou coberto de cicatrizes orgulhosas.
E assim, acho que orgulhosas é uma palavra muito forte, mas com certeza estou coberta de cicatrizes deixadas por esses amores.
Lembro, por exemplo, que quando namorava R, vivia pensando em C. Agora que namoro C, penso eventualmente em como seria se tivesse continuado com R.
Estou nas temporadas finais de New Girl e tentando assimilar a dinâmica de quem termina amando e não se importa de conviver no mesmo espaço sem brigas. Segue em frente mesmo. Será que na vida real é possível?
Ou então a pessoa espera e confia que tudo vai dar certo no final. É uma maturidade que nunca vi ninguém ter fora da tela.
Estou retomando aos poucos uma amizade com R. e ainda achando estranho. Da última vez que falamos, ele me ensinou como baixar um aplicativo para ver um filme que eu queria, o original que inspirou Bugonia.
Placas tectônicas, não cicatrizes. São pra elas que eventualmente olho e tento não lembrar da dor que me causou sair. Mas também evito lembrar de tudo de bom para não abrir brechas pra saudades desmedidas.
Olhei fotos do meu instagram e quis chorar. Tantas vidas, tantos erros. Gostaria de lembrar mais dos meus acertos, das minhas alegrias. Até estou em quarentena de Instagram, mas entrei lá para arquivar fotos.
Tanta gente que passou. O que resta?
Hoje minha cachorrinha pequena não queria vir pra casa do passeio e me mordeu. A grande foi lá e mordeu ela. Dominó.