A Arte do Raciocínio deve ser usada mais para a separação de detalhes e menos obtenção de novas evidências
"É um desses casos em que a arte do raciocínio deveria ser usada mais para a separação de detalhes do que para obtenção de novas evidências. A tragédia foi tão incomum, tão completa de tamanha importância particular para tantas pessoas, que estamos sofrendo de excesso de suposições, conjecturas e hipóteses. A dificuldade é separar o quadro real dos fatos – os fatos absolutos, inegáveis - das fantasias dos teóricos e dos repórteres. Então, a partir dessa base sólida, a nossa obrigação é verificar quais conclusões podem ser tiradas e quais são os pontos especiais em torno dos quais gira todo o mistério. Na noite da terça-feira, recebi telegrama do coronel Ross, dono do cavalo, e do inspetor Gregory, que cuida do caso, solicitando a minha cooperação." — The memoirs of Sherlock Holmes / Arthur Conan Doyle ; traduzido por Silvio Antuna, Ed. Principis, 2019, p. 08.